Diferentes tipos de radiografia e quando cada uma é necessária

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Em uma consulta de rotina, um dentista pode pedir diversos tipos de radiografia odontológica. Seja para verificar se está tudo bem com a saúde bucal, seja para iniciar um tratamento, esses exames são necessários e, no geral, bastante tranquilos.

Se você está pensando em iniciar um tratamento odontológico ou já está com as guias de exames em mãos e bateu a curiosidade, este artigo pode ajudar a compreender a finalidade de cada um deles. Acompanhe!

Qual a importância da radiografia na odontologia?

Os diferentes tipos de radiografia odontológica contribuem para que os dentistas possam detectar uma série de problemas em adultos e crianças.

Em adultos, os raios-X mostram:

  • alterações devido a infecções;
  • cáries, especialmente pequenas áreas, entre os dentes e nas obturações já existentes;
  • cistos e alguns tipos de tumores;
  • condição e posição dos dentes para colocação de implantes dentários, aparelho ortodôntico, dentaduras e próteses;
  • possíveis abcessos na raiz dos dentes ou entre a gengiva e um dente;
  • possíveis danos causados pelo bruxismo;
  • perda óssea na mandíbula;
  • se há inflamações na polpa dos dentes passíveis de tratamento de canal ou se é necessário tomar outras medidas.

Algumas dessas condições também podem ser verificadas em crianças. Para elas, o exame também permite:

  • acompanhar o crescimento dos dentes do siso;
  • detectar problemas que tornem os dentes incapazes de emergir pela gengiva;
  • medir se há espaço suficiente na boca para que todos os dentes possam se desenvolver;
  • verificar o desenvolvimento dos dentes e da mandíbula.

Quais os principais tipos de radiografia odontológica?

tipos de radiografia odontológica

Os tipos de radiografia odontológica se dividem em dois grupos principais:

  • os mais comuns são chamados de intraorais, que buscam revelar diferentes aspectos dos dentes;
  • raios-X extraorais, que são usados ​​para detectar problemas dentários, na mandíbula, maxilar e até mesmo no crânio.

Dito isso, para que qualquer problema possa ser detectado, ou para que os tratamentos odontológicos possam ser um sucesso, veja os principais tipos de radiografia que o dentista pode solicitar.

Panorâmica

As radiografias panorâmicas mostram toda a área da boca, ou seja, todos os dentes da mandíbula superior e inferior, em uma única imagem. Esse raio-X é feito para detectar a posição de dentes que já estão emergidos.

Também, servem para detectar aqueles que ainda não romperam a gengiva. É um dos principais exames que fazem parte da documentação necessária para tratamentos ortodônticos — os famosos aparelhos dentários.

Projeção cefalométrica lateral

A projeção cefalométrica é um exame extraoral que busca mostrar um lado inteiro da cabeça do paciente. Ela é realizada para que o profissional consiga analisar a posição dos dentes em relação à mandíbula e ao perfil do indivíduo.

O principal uso dessa projeção é feito pelos ortodontistas, que desenvolvem a abordagem de realinhamento dos dentes mais adequada para cada paciente, de forma personalizada e exclusiva.

Interproximal

A radiografia interproximal é realizada, principalmente, para detectar o desenvolvimento de cáries em seus estágios iniciais, quando elas ainda não são visíveis em uma avaliação feita nas consultas de rotina.

Como a máquina é utilizada em um ângulo horizontal, as imagens também podem revelar cáries secundárias, sob restaurações, que não foram detectadas em outros tipos de radiografias. Também é possível identificar alterações na estrutura óssea, ao fazer uma comparação com os demais dentes.

Sialografia

Esse tipo de radiografia não é ligado exatamente aos dentes, mas à visualização das glândulas salivares. Para isso, o dentista injeta um líquido nas glândulas e analisa se há bloqueios na produção de saliva.

O objetivo é detectar a Síndrome de Sjögren, que resseca a boca e pode favorecer o aparecimento de cáries.

Oclusal

As radiografias oclusais mostram o desenvolvimento e o posicionamento dentário completo, além de permitir a visualização do maxilar e da mandíbula. Esse tipo de raio-x é bastante utilizado em crianças, para acompanhar o crescimento dos dentes e o desenvolvimento da arcada dentária como um todo.

Alguns dentistas também podem precisar desse exame para visualizar dentes retidos e fazer o acompanhamento de tratamentos ortodônticos.

Tomografia computadorizada

A tomografia computadorizada dentária é um tipo de imagem que analisa as estruturas internas por meio da tecnologia 3D. É usada para localizar problemas nos ossos da face, como cistos, tumores e fraturas.

Há, também, a chamada tomografia computadorizada por feixe cônico, que realiza uma varredura em toda a cabeça do paciente, verificando estruturas dentais, tecidos moles, nervos e ossos. Além de avaliar os problemas citados anteriormente, o exame também ajuda a orientar a inserção do implante dentário.

Em alguns aspectos, a tomografia computadorizada por feixe se assemelha à tomografia computadorizada dentária, já que ambas produzem imagens precisas e de alta qualidade. Entretanto, a forma como elas são tiradas é diferente.

A máquina de TC de feixe cônico gira ao redor da cabeça do paciente, capturando todos os dados em uma única rotação. Ela pode ser disponibilizada nos consultórios dos dentistas.

Já a tomografia computadorizada tradicional coleta as imagens por partes, conforme a máquina faz várias rotações ao redor da cabeça do paciente. Nesse caso, só está disponível em hospitais, clínicas especializadas ou centros de imagem.

Com que frequência uma pessoa deve fazer uma radiografia dos dentes?

A frequência com que os raios-X devem ser feitos depende do histórico médico e dentário do paciente, do seu estilo de vida e da condição de saúde atual. Veja:

  • crianças — podem fazer exames com mais frequência por vários motivos, já que seus dentes e mandíbula estão se desenvolvendo e seus dentes têm maior probabilidade de serem afetados por cáries do que os de um adulto;
  • fumantes — têm um risco maior de desenvolver doenças gengivais e outros problemas mais sérios na boca, sendo recomendado fazer um monitoramento semestral ou anual da condição bucal;
  • adultos com diversas obturações e/ou doenças periodontias — mesma indicação dos fumantes, para monitorar possíveis cáries ou perda óssea;
  • pessoas saudáveis — aqueles que não têm histórico de doenças dentais podem precisar apenas de raios-x a cada dois anos ou mais, ou ainda, caso apresentem algum problema nas consultas de rotina, como cárie.

Embora a tecnologia tenha produzido diversos avanços nos tipos de radiografia odontológica, os exames de raio-x devem ser solicitados com cautela. Isso aumenta ainda mais a importância de manter visitas regulares ao dentista.

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