Saúde bucal: tudo o que você precisa saber para cuidar dos dentes

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Quando se fala em saúde bucal, muita gente logo associa o tema a ter um sorriso bonito e, consequentemente, uma melhor aparência, não é mesmo? Embora não esteja errado pensar nisso, a verdade é que ela vai muito além dessas duas coisas. Na verdade, trata-se de entender a importância que a região da boca tem para o nosso organismo, o nosso bem-estar e, em especial, a nossa qualidade de vida.

Afinal, usamos ela em diversos momentos do nosso cotidiano: para se alimentar, se comunicar, beijar e por aí vai. Logo, nada mais natural do que termos esse cuidado de protegê-la e preservá-la para evitar problemas que prejudiquem essas ações diárias que são tão importantes. Por esse motivo, preparamos um post especial para falar sobre o assunto e mostrar o porquê nunca é tarde para começar a dar mais atenção a ele. Acompanhe!

Por que é tão importante cuidar e manter a saúde bucal?

Cuidar e manter a saúde bucal em dia é essencial porque ela se reflete não só na sua saúde física como um todo, mas também na sua saúde mental. Como você verá mais a frente, quando somos negligentes com a nossa higiene oral, deixamos uma brecha para que o nosso organismo fique sobrecarregado de bactérias e outros germes que não só causam doenças na boca, mas também são capazes de provocar enfermidades sérias em vários órgãos do sistema respiratório, cardiovascular, digestivo etc.

Lidar com esses problemas, fora os sintomas e as complicações que eles geram, nem sempre é fácil. Às vezes, eles afetam atividades simples da rotina, como os atos de mastigar e falar, e dificultam a interação social — por conta da vergonha e do receio sobre o que os outros vão achar, comentar ou julgar ao seu respeito.

Tudo isso impacta negativamente a autoestima e a forma como você vê a sua imagem no espelho, o que pode desencadear transtornos mentais sérios, como ansiedade, depressão e fobia de contato social, e levá-lo a ter uma vida menos ativa, funcional e prazerosa.

Portanto, saúde bucal não se resume a ter aquele sorriso de capa de revista. Ele, na realidade, é apenas uma (feliz e bonita) consequência do cuidado que você tem consigo mesmo por encarar o seu o corpo — e cada mínima parte dele — como um templo que merece respeito, carinho e atenção para uma vida mais plena e repleta de bem-estar e saúde.

Quais são os problemas mais comuns na boca?

Quando a higiene bucal não recebe a atenção necessária e você ainda tem hábitos pouco saudáveis na sua rotina — dos quais falaremos mais a frente —, é inevitável: vão surgir alguns problemas que não só são incômodos, dolorosos e que podem dificultar a sua alimentação, mas que afetam até mesmo a sua qualidade vida.

Abaixo, a gente listou alguns deles para mostrar como eles surgem, quais os principais sintomas e o que eles causam a longo prazo se não são tratados. Veja!

Cárie

A primeira delas é a cárie que é causada pela ação das bactérias que se acumulam na boca e se alimentam dos restos de alimentos que ficam na superfície dos dentes, formando sobre eles uma espécie de placa bacteriana. Sem a escovação diária para removê-los, elas acabam gerando pequenas placas sobre os dentes e, com o tempo, começam a corroê-lo.

Se não há uma mudança nos hábitos de higiene, nem o acompanhamento de um dentista para tratar o problema, a cárie dentária pode se agravar e causar danos graves à estrutura deles (com perda parcial ou total dos dentes), tornando-os mais sensíveis e causando aquela nada agradável dor de dente. Com isso, o simples ato de mastigar durante as refeições pode se tornar um verdadeiro desafio.

Gengivite

A gengivite, por sua vez, é causada pelas bactérias que estendem a própria ação dentro da boca e passam a atacar a gengiva por conta de resíduos de alimentos que se encontram nela. Com isso, ela inflama, incha, fica supersensível e adquire uma tonalidade mais avermelhada.

Além do desconforto gerado por isso, você começa a ter dificuldades ao se alimentar e principalmente ao escovar os dentes, já que qualquer atrito, contato de um alimento ou da escova de dentes com a gengiva tende a causar sangramentos e pequenas feridas que machucam a região e a deixam dolorida.

Mau hálito

O mau hálito pode ser motivado por vários fatores. Um deles, por exemplo, é a junção de bactérias, restos de comida e os detritos gerados pela descamação da mucosa bucal que se concentram sobre a língua — a chamada saburra lingual. Se ela não é devidamente removida e permanece ali, torna-se uma crosta densa que é responsável pela produção de odores e até gostos desagradáveis na boca.

O grande problema aqui é o fato dessa halitose se tornar crônica e lhe acompanhar todos os dias, desde o momento em que você acorda até a hora em que vai dormir. Isso cria diversas situações embaraçosas que acertam em cheio a autoestima e a autoconfiança de qualquer um, pois dificultam a interação social e os relacionamentos amorosos. É por esse motivo que a higiene bucal não deve focar apenas nos dentes, mas também na língua.

Tártaro

Lembra da placa formada pelas bactérias que citamos há pouco? Pois bem, quando ela se solidifica, vira uma espécie de camada — chamada de tártaro — que reveste os dentes facilitando não só a ação desses micro-organismos na corrosão deles (a cárie), mas também na inflamação das gengivas (a gengivite).

Para piorar, ela se torna tão resistente e bem fixada aos dentes que, com o passar do tempo, se torna difícil removê-la com a escovação regular. Como resultado disso, esse problema contribui para a deterioração dos dentes, o desenvolvimento do mau hálito crônico e o surgimento de manchas profundas (que variam de um tom amarelado até o amarronzado). Portanto, combater o tártaro é crucial.

Quais são os maiores vilões da saúde bucal?

O maior vilão, como você deve imaginar, é a má higiene bucal. Afinal, essa é a principal maneira de combater a formação da placa bacteriana e controlar a saburra. Porém, cuidado para não cair no erro de achar que só é descuidado com a higiene quem não liga para o assunto, viu? Isso porque a limpeza da boca precisa ser um hábito frequente, com, no mínimo, três escovações por dia. Isso sem falar, é claro, no uso regular do fio dental.

Logo, se você só escova os dentes ao acordar e ignora essa atividade após as refeições, a verdade é que sua higiene bucal não será a das melhores. O mesmo acontece se você até mantém uma rotina de escovação, mas nunca utiliza o fio dental para remover aqueles restos de alimentos que acabam entre os espaços dos dentes e da gengiva. Infelizmente, a limpeza não será 100%.

Além disso, os seus hábitos alimentares também podem desempenhar um papel negativo quando o tema é saúde bucal, principalmente se a higiene já está a desejar. O motivo disso é que doces, refrigerantes e outros alimentos industrializados são ricos em açúcar, uma das substâncias preferidas pelas bactérias responsáveis pela cárie, o tártaro e a gengivite, contribuindo diretamente para a multiplicação delas.

O mesmo vale para o café que é uma bebida ácida para os dentes, tornando-os mais porosos e causando a corrosão do esmalte deles. “Então, isso significa que devo para de consumir essas coisas?”, você deve estar se questionando.

Porém, não se trata de se privar daquilo que você gosta e ter uma vida cheia de restrições. Ao contrário, é aprender a não cometer excessos e dar preferência por alimentos que contribuem para a saúde bucal. Até porque uma alimentação rica pobre em nutrientes e rica em açúcar, por exemplo, pode provocar sobrepeso e doenças crônicas como o diabetes. Já as bebidas alcoólicas e o tabaco, por outro lado, têm um efeito mais grave e indesejado.

Basta lembrar que o tabaco, além de causar manchas amareladas nos dentes e provocar um mau hálito bem característico e fácil de se identificar, é um dos principais fatores do câncer de boca. Já o álcool leva a um ressecamento da mucosa bucal, fazendo com que ela descame mais que o normal e esses detritos gerem uma saburra em maior quantidade.

Além disso, aquelas pessoas que perdem o controle e bebem bastante durante vários dias na semana, muitas vezes acabam vomitando tanto durante o estado de embriaguez quanto durante a ressaca. Só pelo mal-estar que isso gera já é ruim, não é verdade?

O problema é que o vômito é composto pelo suco gástrico que vem do estômago e tem como principal característica a acidez. Daí já viu: em contato com os dentes, ele também ajuda a corroer o esmalte deles e a torná-los mais sensíveis, menos brancos e até mais finos.

Como a saúde bucal influencia na saúde em geral?

Já falamos sobre a importância da saúde bucal, os hábitos ruins que a prejudicam e também sobre alguns dos problemas que mais afetam a região da boca. Agora, é o momento de entender como o descuido com a saúde bucal pode afetar não só o seu bem-estar, mas também a sua saúde em geral.

Afinal de contas, basta lembrar que está tudo conectado no nosso corpo e as coisas que as pessoas, muitas vezes, consideram pequenas e sem relevância são capazes, sim, de desencadear um efeito dominó em todo o organismo. Portanto, atenção!

Saúde do coração

Ao deixar de lado a higiene da boca, há, naturalmente, um acúmulo das bactérias nessa área. Com o tempo, elas se proliferam e chegam a quantidades absurdas, prejudicando o estado dos dentes e causando problemas na gengiva — que, por sua vez, podem evoluir e causar a retração dela. Ou seja, quando ela começa a recuar do espaço que ocupa e, com isso, deixa a raiz dos dentes à mostra.

Porém, a situação se agrava quando esses micro-organismos acabam sendo absorvidos pela mucosa bucal e indo parar na circulação sanguínea. Isso porque essa corrente pode levá-los, literalmente, a qualquer parte do corpo, como é o caso do coração, um dos nossos órgãos mais importantes.

Ao chegar até ele, as bactérias são capazes de provocar uma infecção conhecida como endocardite que gera desde mal-estar até dores musculares. Para se ter ideia, o tratamento da doença, geralmente, envolve o uso de medicamentos. Contudo, em casos mais avançados — quando há o sopro no coração, por exemplo —, é preciso uma intervenção cirúrgica.

Como se isso não fosse o suficiente, esses germes podem agravar lesões cardíacas e dificultar o funcionamento do coração em pessoas que passaram por um infarto recente ou têm doenças sérias, como a angina, a cardiopatia e a pericardite.

Saúde dos pulmões

Além de atingirem o coração, as bactérias em excesso têm chances de serem levadas até outra região vital do nosso organismo: os pulmões. Vale ressaltar que isso pode ocorrer não só pela corrente sanguínea, mas também por conta das cavidades oral e nasal que são interligadas a esse órgão.

Uma vez nele, elas podem ocasionar inflamações que geram dificuldade para respirar, tosse, dores locais e cansaço excessivo — sintomas bastante incômodos, especialmente em crianças e idosos. Contudo, o grande risco é que, sem o devido cuidado, essas inflamações têm um grande potencial de se tornarem doenças pulmonares, como a pneumonia.

Quais são os cuidados essenciais para a saúde bucal?

A higiene oral é essencial para crianças, adultos e idosos. Porém, ela deve ser acompanhada de alguns cuidados especiais para uma melhor saúde bucal de acordo com as necessidades de cada fase da vida. É justamente sobre isso que vamos falar neste tópico. Fique atento!

Saúde bucal infantil

Para os pequenos, as recomendações se dividem em três grupos: para bebês de até seis meses de vida, crianças entre seis e 24 meses e crianças com dois anos ou mais. No primeiro caso, são as gazes que ajudam na limpeza bucal após a amamentação. Ele deve ser passada delicadamente na gengiva, na língua e, inclusive, na região das bochechas.

Para o segundo grupo, que é quando os dentes de leite começam a aparecer, os pais podem adotar a escovação após as refeições (três vezes ao dia) com dedeira e, posteriormente, com uma escova de dentes — que seja com cerdas supermacias e em menor quantidade, cabo de tamanho reduzido e cabeça com formato compacto.

Para escolher o creme dental certo para os filhos, lembre-se que ele deve uma concentração menor de flúor, pois nessa fase é comum o desenvolvimento de uma doença chamada fluorose, responsável por causar manchas que alteram a tonalidade do esmalte dos dentes.

Por fim, para crianças acima de dois anos, a escovação pode se estender para além as refeições, englobando também os momentos antes de dormir e ao acordar. A escova usada pode evoluir gradualmente nas características físicas para ser capaz de remover todas as bactérias. Muitos modelos encontrados em farmácias e supermercados, por exemplo, indicam a faixa etária para a qual elas são recomendadas.

Você pode usar isso como referência. Que tal? Ah, e quanto ao tipo de pasta, saiba que o ideal é seguir com uma opção com um nível menor de flúor até, em média, os seis anos.

Saúde bucal em jovens e adultos

Para os jovens e adultos, a escovação deve ocorrer antes de dormir, ao acordar e após as refeições (café da manhã, almoço e jantar) para reduzir a proliferação de germes na boca e a solidificação da placa bacteriana. “E se eu não tiver tempo ou não puder manter esse ritmo de escovação por conta das atividades da minha rotina?”, você deve estar se perguntando.

Nesse caso, procure escovar os dentes, pelo menos, três vezes ao dia. A escova utilizada deve ter cabo alongado e ergonômico, além de cerdas suaves e mais finas para uma maior adesão entre os espaços dos dentes. Já o creme dental, por sua vez, deve ter uma maior concentração de flúor para um combate anticárie ativo.

Saúde bucal em idosos

Para os idosos, as recomendações sobre a quantidade de escovações e o tipo de escova a ser usada são similares àquelas voltadas para jovens e adultos. Contudo, deve haver uma maior atenção à higienização da língua. Isso porque entre pessoas com mais de 65 anos é comum o desenvolvimento da xerostomia, uma doença que reduz a produção de saliva e acaba aumentando a descamação da mucosa bucal — que, por sua vez, contribui, como já mencionamos, para o aumento da saburra lingual.

Além disso, muitos idosos lidam com uma hipersensibilidade dentária. Para atenuar o problema o recomendado é que a pasta não só seja enriquecida com flúor para o combate às bactérias, mas também com nitrato de potássio que reduz esse incômodo bucal.

Qual é a frequência ideal de visitas ao dentista?

Para encerrar nosso post, vamos responder a uma dúvida compartilhada por muita gente: qual a frequência ideal de visitas ao dentista? Afinal, é esse retorno regular que ajuda a cuidar da higiene bucal e a melhorá-la, a identificar com antecedência os problemas de saúde e a dar início a diversos tratamentos odontológicos que são benéficos para sua autoestima e a sua qualidade de vida. Confira!

Frequência para pessoas sem problemas bucais

Se você não tem um histórico de problemas bucais, nunca fez um tratamento periodontal e em consultas anteriores não foi diagnosticado com nada fora do comum ou que requer atenção, fique tranquilo! Você pode agendar suas próximas visitas ao seu dentista com um intervalo de seis meses entre elas.

Nesse cenário, elas terão mais a função de prevenção e, em especial, de orientação odontológica. Ou seja, além de passar por procedimentos de limpeza, você tem a chance de tirar possíveis dúvidas sobre bem-estar e receber sugestões de higiene oral, alimentação que ajuda no fortalecimento dos dentes e do esmalte deles, hábitos nocivos que comprometem a saúde bucal e muito mais.

Frequência para pessoas que têm problemas bucais

Por outro lado, se você já lidou com problemas bucais ao longo dos anos (como cáries na infância e mau-hálito crônico na adolescência), foi diagnosticado em algum momento com doenças periodontais e gengivais (como gengivite e periodontite), chegou a fazer tratamento para um ou mais distúrbios (como o bruxismo e a disfunção temporomandibular), a situação muda.

Isso porque, além da possibilidade de reincidência desses problemas e doenças, é preciso verificar o resultado e a eficácia dos tratamentos realizados para saber como eles têm impactado o seu dia a dia e a sua saúde bucal. Logo, o ideal é que você converse com o dentista para ter uma recomendação de quantos retornos será preciso ao longo do ano. Geralmente, eles podem ocorrer de três em três meses ou quatro em quatro meses.

Frequência para pessoas que fazem uso de aparelho dental

Já quem usa aparelho dental por contar com um tipo de mordida inadequada (cruzada, aberta, profunda etc.) — que altera não só o formato do sorriso e da posição de alguns dentes, mas traz também problemas ao mastigar e até para respirar corretamente — ou ter um desalinhamento dentário — quando um ou mais dentes são tortos e crescem em áreas incorretas — é um caso à parte.

O motivo é simples: além do acompanhamento da higiene oral que deve ser redobrada nesse caso, é preciso realizar a manutenção do aparelho para garantir que o processo de correção do tratamento indicado pelo dentista seja eficaz. Por isso, o recomendado são as visitas mensais ao consultório dele.

Procedimentos mais indicados

“Já tenho uma ideia da frequência com a qual devo ir ao dentista e agora não descuido mais. Porém, quais são os procedimentos mais comuns e indicados para a prevenção da saúde bucal durante as consultas de rotina?”, você deve estar se questionando. Por isso, reunimos alguns dos mais frequentes, como:

  • limpeza bucal: que remove as placas bacterianas responsáveis pela formação de cáries, tártaros e o desenvolvimento de gengivite e halitose;
  • aplicação de flúor: que tem o importante papel de reforçar e proteger o esmalte dos dentes, assim como reduzir a chance de você desenvolver cáries;
  • raios-X: que permitem o dentista identificar com precisão as raízes dos dentes e o crescimento do siso, problemas de desenvolvimento da arcada dentária, as áreas comprometidas com lesões e abcessos pelo avanço de doenças periodontais etc.

Como deu para ver, manter a saúde bucal em dia está longe de ser exagero ou algo que deve ser motivado apenas por uma questão estética. Ao contrário, se trata de um cuidado com você mesmo e de entender que tanto o seu bem-estar quanto a redução de doenças em todo o seu organismo podem ser alcançados com medidas simples e diárias, a começar pela higienização correta da boca. Portanto, siga as nossas dicas e mantenha uma frequência regular de ida ao seu dentista. Sua saúde agradece!

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