Tudo que você precisa saber sobre doenças na gengiva

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Um sorriso bonito e saudável não depende apenas de tratamentos de clareamento dental e ortodontia. Para ter um sorriso esteticamente agradável é fundamental cuidar da saúde bucal. Além dos cuidados diários com higienização e uso de fio dental, é imprescindível estar atento ao surgimento de doenças na gengiva.

As infecções na gengiva podem afetar qualquer pessoa em qualquer idade e normalmente estão relacionadas a falta de cuidado com a higienização dos dentes. O que pouca gente sabe é que grande parte dos problemas bucais começam na gengiva, mas, ao surgirem doenças, pode ser sinal de outros problemas.

Por isso é necessário ter uma atenção sistêmica para todo o organismo e estruturas da boca. A melhor maneira de identificar alterações na gengiva é por meio da análise da sua aparência. Mudanças estruturais, na cor e sangramentos durante a escovação são sinais de que algo pode estar errado.

Neste artigo, vamos mostrar quais são as principais doenças na gengiva, as causas, sinais, sintomas e tratamentos. Além disso, você vai descobrir a importância da prevenção, as melhores práticas para evitar doenças, bem como a importância de consultar o seu dentista regularmente. Acompanhe a leitura e descubra!

O que são as doenças na gengiva?

A gengiva é um tecido epitelial de proteção. Ele recobre os nossos ossos maxilares e serve como mecanismo de proteção dos dentes.

A sua tonalidade pode variar entre o rosa ou vermelho claro e o roxo e constitui parte da mucosa bucal.

São consideradas doenças na gengiva todas as alterações nesse tecido que podem vir a causar danos tanto para os dentes como para suas raiz e os ossos de sustentação. Entre as doenças mais comuns estão a gengivite e a periodontite, falaremos mais sobre elas a seguir.

A principal causa para surgimento de doenças na gengiva está relacionada às falhas no processo de higienização bucal, especialmente a ausência de uso de fio dental.

Como as doenças na gengiva podem impactar a sua vida?

Antes de entender melhor quais são as doenças na gengiva e como elas se manifestam é importante compreender como elas podem impactar na sua vida.

Doenças bucais, de uma forma geral, podem causar reflexos negativos na qualidade de vida e desempenho dos pacientes. Isso se reflete na autoestima, comunicação, interação social, alimentação, qualidade do sono, fala, entre outros.

Ainda, cuidar e manter a saúde bucal em dia é essencial porque ela se reflete não só na sua saúde física como um todo, mas, também, na saúde mental.

Todos esses efeitos podem ser facilmente evitados com a adoção de boas práticas de cuidado com a saúde bucal, escovação, uso de fio dental e visitas frequentes ao dentista.

Quando somos negligentes com a nossa higiene oral, deixamos uma brecha para que o nosso organismo fique sobrecarregado de bactérias e outros germes que não só causam doenças na boca, mas também são capazes de provocar enfermidades sérias em vários órgãos do sistema respiratório, cardiovascular, digestivo etc.

Com uma boca saudável você se sente mais seguro para sorrir, falar, alimentar-se e se relacionar com outras pessoas de forma mais segura.

Quais são as principais doenças na gengiva?

Agora que você já entendeu o que é a gengiva e de que forma as doenças bucais podem afetar a sua vida, vamos conversar um pouco sobre a gengivite, a periodontite e a periodontite avançada, principais doenças que acometem a região.

Gengivite

A gengivite é uma das doenças mais comuns na gengiva. Ela pode ser definida como uma forma inicial da doença periodontal, acerca da qual falaremos mais adiante.

Os principais sintomas da gengivite são: vermelhidão e sangramento, que pode acontecer durante a escovação ou até mesmo durante a mastigação de alimentos.

Em alguns casos, a gengivite aparece quando o paciente fica alguns dias sem utilizar fio dental ou sem dar a devida atenção para o uso da escova de dentes.

Vale destacar aqui que o sangramento gengival é um sintoma da gengivite, mas que, muitas vezes, pode estar associado a outros problemas. A escovação em excesso ou o uso desnecessário de força também pode causar sangramentos na região.

As causas mais comuns para o surgimento da gengivite são a escovação inadequada e a ausência de uso do fio dental. Entretanto, é importante destacar que outros fatores podem contribuir para que essa doença apareça, entre eles: diabetes, estresse, alterações hormonais significativas, infecções, efeito colateral relacionado ao uso de medicações, consumo de cigarro e uso descontrolado de bebidas alcoólicas.

Geralmente, a gengivite não causa dor ou desconforto, por isso é muito comum que os pacientes não busquem atendimento odontológico. Com isso, o problema pode evoluir para uma periodontite, uma situação mais grave e que pode trazer problemas irreversíveis para o paciente. A seguir, entenda melhor o que é e como se caracteriza a periodontite.

Periodontite

Quando a gengivite não é tratada, é provável que ela evolua para um problema conhecido como periodontite. As doenças periodontais são mais graves e podem trazer consequências significativas para os pacientes.

Ocorre que a gengivite, com o passar do tempo, pode se espalhar e a placa bacteriana por atingir a parte que fica abaixo da gengiva.

A placa bacteriana é composta por bactérias que são micro-organismos responsáveis pela irritação da gengiva e inflamação da área. O não tratamento faz com que os tecidos fiquem cada vez mais frágeis, criando um “espaço” entre os dentes e as gengivas.

Esses sulcos facilitam a entrada das bactérias para regiões mais profundas. Em casos mais críticos, as bactérias podem inclusive, cair na corrente sanguínea, afetando todos os órgãos do corpo.

Muitas pessoas não sabem, mas a periodontite é um problema tão grave que, em situações mais avançadas, é possível que o tecido necrose. Entre os sintomas associados à doença periodontal, destacamos:

  • mau hálito persistente;
  • sangramento avançado;
  • fortes dores na região afetada;
  • amolecimento dos dentes;
  • os sintomas já mencionados na gengivite.

Periodontite avançada

A periodontite tem alguns estágios, que começam em nível moderado e podem se estender ao nível avançado.

Na moderada, como mencionamos acima, o paciente está já passou da gengivite e está em um ponto mais grave da doença. Nessa etapa, é possível que a inflamação se infiltre nas estruturas, causando perda óssea.

Já na periodontite avançada, os ossos estão severamente afetados. Ainda, os nervos também podem estar acometidos pela inflamação, associadas a um nível mais alto de bactérias no interior dos dentes.

Infelizmente, o paciente com periodontite avançada costuma sofrer com a perda dentária, ou seja, ele perde o dente, sendo necessário realizar um tratamento de implante dentário a fim de repor essa perda.

Mas a perda dental é apenas um dos efeitos da periodontite avançada. Além disso, o paciente com esse tipo de diagnóstico corre o risco de desenvolver uma série de outras doenças como: doenças cardíacas, respiratórias, hepatites, diabetes, entre outras.

Você deve estar se perguntando: mas por que isso acontece? O surgimento dessas doenças está diretamente relacionado com a placa bacteriana. As bactérias, que estão abaixo da gengiva e entram na corrente sanguínea, podem ser transportadas para outros órgãos do corpo, causando danos significativos à saúde como um todo.

É por essa razão que existe uma máxima que diz: a sua saúde começa pela boca. Manter uma alimentação adequada e estabelecer cuidados com a sua higiene bucal podem trazer proteção para todo o seu corpo, contribuindo para uma vida mais saudável e reduzindo o risco de doenças.

Quais os sinais e sintomas?

Como vimos, os sintomas da gengivite e da periodontite são bem parecidos. Como a segunda é uma evolução da primeira, é natural que os sintomas evoluam.

A seguir, elencamos uma linha do tempo com os principais sintomas de pacientes que têm doenças na gengiva. Confira!

  • surgimento de placas bacterianas, também conhecidas como tártaros;
  • inchaço e vermelhidão na gengiva;
  • sangramento da gengiva ao escovar ou alimentar-se;
  • retração gengival;
  • mau hálito persistente;
  • pequenas feridas na boca;
  • pus na boca;
  • sangramento avançado;
  • fortes dores na região afetada;
  • amolecimento dos dentes.

Ao surgir qualquer um dos sintomas acima descritos é necessário buscar o suporte de um dentista. O profissional poderá realizar uma avaliação completa da sua boca, solicitando os exames necessários e direcionando para o início do seu tratamento.

As doenças na gengiva podem trazer várias consequências que vão muito além da questão estética, toda a sua saúde pode ser afetada. Por isso, ao surgir qualquer situação anormal, acompanhada de dores na região e aumento da sensibilidade, converse com o seu dentista.

Uma simples gengivite pode evoluir para um problema mais grave que pode causar perda dos dentes, alterações na mastigação e outras situações decorrentes disso como: dores de cabeça e alterações na fala.

Como é o tratamento?

Imagine que você está com alguns dos sintomas acima descritos e busca orientação de um dentista a fim de dar início ao tratamento da sua gengiva.

A indicação de tratamento vai depender fundamentalmente das particularidades de cada paciente. No caso da gengivite, por exemplo, os casos mais simples podem ser tratados com uma boa limpeza dentária, seguida de orientações quanto à rotina de higienização (escovação e uso do fio dental).

Casos mais graves, como a periodontite e a periodontite avançada, a doença será tratada em consultório com a remoção do tártaro localizado abaixo da gengiva. Em razão da profundidade das placas, é natural que o procedimento seja mais completo do que a limpeza dentária em pacientes com gengivite.

Como na doença periodontal o tártaro está aderido à raiz do dente, pode ser que se torne necessário realizar uma cirurgia para efetuar uma remoção completa.

Aqui, é importante ter em mente que o direcionamento do tratamento será dado de acordo com as particularidades de cada paciente. Em algumas situações é necessário realizar outros tratamentos como o tratamento de canal, remoção de cáries e restauração.

Pacientes que estão em um nível muito avançado podem sofrer perda dentária, e, neste caso, é preciso direcionar o tratamento para a realização de um implante.

O implante dentário é um tratamento odontológico indicado para os pacientes que perderam um ou mais dentes, essa perda pode ter relação com doenças de gengiva ou outros problemas, como traumas, por exemplo.

O procedimento consiste na afixação de um pino de titânio — parecido com um pequeno parafuso — no osso maxilar para fixar um dente artificial na boca do paciente.

A cirurgia é relativamente simples e tem o papel de devolver um sorriso bonito e uma mordida adequada para o paciente. Ela só deve ser realizadas nas situações em que não houver mais possibilidade de recuperar o dente original.

Antes de fazer um implante dentário o paciente deve estar com a gengiva saudável, já que esse é um dos pré-requisitos para realização do procedimento.

O dentista insere um pino de titânio para fixar o novo dente na boca do paciente. Por isso a gengiva deve estar saudável para receber o “parafuso”. Os profissionais da Odontoclinic destacam:

“O paciente com gengivite ou histórico familiar dessa doença precisa informar o dentista antes de iniciar o tratamento. Só o profissional poderá avaliar se a boca tem condições de receber o procedimento; afinal, o pino ficará preso no osso rodeado pela gengiva, e inflamações podem causar desconforto.”

Por isso é fundamental buscar o suporte de um profissional de sua confiança, capacitado para avaliar as suas necessidades de forma individualiza e direcionar o tratamento para que você tenha melhores resultados.

Como prevenir as doenças?

doenças na gengiva

A melhor forma de prevenir o surgimento de doenças na gengiva é por meio da higienização adequada dos dentes, acompanhada do uso de fio dental. Além disso, visitas regulares ao dentista também são etapa fundamental no processo de cuidado com a sua saúde bucal.

Gengivas saudáveis são sinônimo de dentes fortes, para ajudar nessa tarefa elencamos três etapas fundamentais que vão ajudar a manter os seus dentes e gengivas sempre limpos. Confira!

1. Escove os seus dentes sempre após as refeições

A melhor forma de garantir a saúde dos seus dentes e gengivas é por meio da escovação. Por isso, a recomendação é que a escovação seja feita sempre após as refeições por, pelo menos, dois minutos e utilizando uma escova de dentes adequada às suas necessidades.

Michelle explica que, quando dormimos, nossa boca vira um ambiente propício para proliferação de bactérias. “Se não escovamos os dentes, ficam restos de alimentos e açúcares. Com esses restos, geramos energia para as bactérias, ou seja, elas se proliferam e as chances de desenvolver cárie são maiores.”

O dentista poderá auxiliá-lo a escolher a melhor escova. As com cabeça pequena e cerdas suaves geralmente são mais indicadas, mas é necessário avaliar as particularidades de cada paciente.

É preciso ter atenção com o tipo de escova escolhida, porque existe a crença de que aquelas com cerdas duras limpam melhor, quando não é verdade. “As macias ou extramacias são as mais recomendadas, por não riscar nem destruir o esmalte dos dentes”, esclarece a dentista.

A escolha da pasta de dente também é importante, por isso, opte por cremes com flúor, geralmente eles são mais eficazes na remoção da placa bacteriana, presente principalmente na linha da gengiva.

A remoção da placa presente na linha da gengiva garante a manutenção do selamento entre as gengivas e os dentes, favorecendo a proteção contra o surgimento de placas bacterianas.

2. Use fio dental

O paciente que frequenta o seu dentista com regularidade sabe da importância do uso de fio dental. Ele ajuda a evitar uma série de problemas, sendo uma ferramenta eficaz na proteção contra o surgimento de cáries e doenças na gengiva.

Somente ele consegue remover a sujeira instalada entre os dentes, em locais que a escova geralmente não consegue atingir. Esses locais de difícil acesso são ideias para o depósito de bactérias.

Após a escovação, utilize fio dental. Tenha cuidado para não machucar as gengivas e, em caso de dúvida, converse com o seu dentista.

Alguns profissionais podem orientar o uso de acordo com as particularidades e a rotina de cada paciente. Entretanto, a ideia é que o seu uso seja feito sempre que possível e considerando a manutenção da limpeza bucal.

Dica: os fios dentais em formato de fita são mais confortáveis e podem ser uma alternativa interessante para os pacientes que sente incômodo com os fios tradicionais. Em caso de dúvida, questione o seu dentista acerca desse tipo de produto e solicite orientações.

3. Faça limpezas periódicas em consultório

Mesmo com todo o cuidado na higienização diária dos dentes, é natural que a placa bacteriana fique acumulada em algumas regiões, principalmente as de difícil localização. Dessa forma, é fundamental que você faça visitas periódicas ao dentista.

O profissional, além de realizar uma higienização completa, vai poder avaliar a situação da sua gengiva e dentes, identificando eventuais problemas e solicitando exames complementares sempre que achar necessário.

Na limpeza realizada em consultório, o dentista limpa, remove todos os tártaros presentes nas paredes dos dentes e faz o polimento deles. Assim, além de remover a placa bacteriana mais persistente (tártaro), tomará as medidas necessárias para ajudar na prevenção de doenças das gengivas.

A manutenção da saúde das suas gengivas depende apenas de você! Criar uma rotina diária de limpeza dos dentes e uso de fio dental é de suma importância. Somado a isso, agende consultas com o seu dentista a cada seis meses ou conforme indicação do profissional. Em alguns casos, pode ser orientado fazer visitas a cada três meses ou anualmente.

Durante essas visitas ele pode identificar, precocemente, eventuais problemas na sua boca, direcionando para o tratamento odontológico mais adequado e visando frear a evolução para um problema mais grave.

Quais as consequências da falta de tratamento?

Ao surgimento da primeira alteração na sua gengiva, o recomendado é que você já agende um tratamento com o seu dentista. Quanto antes você diagnosticar o problema, mais fácil é a solução.

Como vimos, os primeiros sintomas da gengivite são: surgimento de tártaros, inchaço e vermelhidão na gengiva, sangramento na gengiva, retração gengival e mau hálito persistente. A longo prazo isso pode evoluir para pequenas feridas na sua boca, pus, sangramento a nível avançado, fortes dores na região afetada e amolecimento dos dentes.

Situações mais graves podem levar a perda dos dentes, além de danos à saúde cardiovascular, osteoporose e diabetes.

A perda dos dentes é uma situação irreversível que só pode ser resolvida por meio do uso de próteses ou implantes. Esse recurso é extremo e só é indicado em casos específicos nos quais já não existe a possibilidade de salvar o dente.

Apesar de ser uma cirurgia relativamente simples, o implante dentário envolve diversas etapas e deve ser feito por um profissional especializado.

As doenças na gengiva podem evoluir rapidamente, contudo isso vai depender das características do paciente e dos seus hábitos de higiene e alimentação. Adotando boas práticas no seu dia a dia e visitando o dentista regularmente, as chances de ter problemas mais graves são muito pequenas.

Como você pode ver, as doenças na gengiva podem evoluir para problemas sérios para a sua saúde como um todo.

Doenças bucais causam reflexos negativos na qualidade de vida e desempenho social dos pacientes. Os reflexos atingem a autoestima, dificultam comunicação, impactam negativamente na interação social e profissional, trazem desafios para a alimentação, qualidade do sono, fala, entre outros.

Por isso, além dos cuidados diários com a higienização — escovação e uso de fio dental — é fundamental visitar o seu dentista regularmente.

Com uma boca saudável você se sente mais seguro para sorrir, falar, alimentar-se e se relacionar com outras pessoas de forma sadia e com maior qualidade de vida!

Se você percebeu qualquer alteração na cor das suas gengivas, tem sentido dores na região ou percebeu a ocorrência de sangramentos durante a sua rotina de escovação, é hora de agendar uma consulta com um dentista. Lembre-se que em alguns casos uma simples limpeza profissional pode ser suficiente para solucionar o problema.

Além disso o dentista poderá avaliar toda a sua boca, identificar eventuais necessidades de tratamentos adicionais e solicitar exames complementares para garantir uma saúde de toda a sua cavidade bucal.

Você gostou deste artigo sobre doenças na gengiva? Está sentindo necessidade de conversar com um profissional? Que tal aproveitar para agendar uma avaliação com um dentista? Entre em contato conosco e marque a sua consulta!

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