Veja a importância de ir ao dentista e como ir de maneira periódica

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Para algumas pessoas, ir ao dentista é algo que acontece quando se quer melhorar a estética do sorriso e, dessa forma, valorizar a própria aparência. Porém — apesar de isso ser, sim, um motivo válido —, ele não é nem de longe o mais importante!

Afinal, a sua saúde bucal é o que realmente merece atenção, já que influencia diretamente o seu bem-estar, o seu convívio social e a sua qualidade de vida. Por isso, é importante entender como as consultas odontológicas podem ajudá-lo a melhorá-la cada vez mais.

Para isso, preparamos um post especial que vai tratar do tema e, de quebra, ainda reúne quais são os principais tratamentos dentários, como devem ser as visitas às clínicas odontológicas durante a pandemia e como escolher um dentista de confiança. Acompanhe!

Qual é a importância de ir ao dentista?

Por mais que você tenha uma rotina diária de higiene bucal com escovação e uso de enxaguante bucal e fio dental, há diversos problemas dentários que podem surgir e evoluir de maneira assintomática — isto é, sem apresentar qualquer sintoma nas fases iniciais.

Logo, quando você é capaz de identificá-los, eles já estão em um estado crônico que compromete (e muito) a aparência do seu sorriso. Para completar, é comum que eles acabem precisando não só de um tratamento mais complexo, mas também de uma intervenção cirúrgica.

É por isso que ir a um dentista geral é um tipo de cuidado do qual não dá para abrir mão, pois esse profissional está capacitado para avaliar desde a aparência até o estado da estrutura dos dentes e a estrutura óssea da face.

Inclusive, indicando exames que podem ser necessários para conferir e diagnosticar danos, deficiências e doenças internas na região buco-maxilo-facial. Problemas que podem causar desde uma simples dor de dente até prejudicar diversos aspectos da sua saúde como um todo.

Por exemplo, a sua capacidade de mordida ao se alimentar, a sua digestão — já que ela começa pela boca e depende de uma correta mastigação — a sua respiração, a qualidade do seu sono e a articulação de palavras — que deixam a sua fala bem menos compreensível.

Quando é o momento ideal para ir ao dentista?

Em geral, não há uma regra específica de quando você deve ir ao dentista, mas sim em relação ao tempo em que essas visitas devem ocorrer. Isso porque se convenciona na área da odontologia que as consultas não sejam esporádicas demais e tenham um intervalo entre elas superior a seis meses.

Afinal, esse é um período de tempo grande e que pode dar margem ao desenvolvimento de diversas doenças e problemas buco-maxilo-faciais. Situações que poderiam ser facilmente evitadas com um acompanhamento feito de forma regular. Portanto, o mínimo de visitas que você deve ao profissional de odontologia é uma a cada semestre.

“Mas e se eu quiser frequentar o consultório mais vezes ao longo do ano, de quanto em quanto tempo devo ir?”, você deve estar se perguntando, já que, como dissemos, a regularidade das idas ao dentista é o que faz a diferença para uma boa saúde bucal. Nesse caso, você pode se consultar a cada três ou quatro meses.

Vale lembrar que caso você tenha alguma enfermidade dentária crônica já diagnosticada e em tratamento, é possível que o seu dentista opte por um calendário diferente de visitas, até mesmo por conta da realização de determinados procedimentos.

Quais são os principais tratamentos regulares?

Até aqui, você já leu sobre a importância de ir ao dentista para cuidar da saúde bucal e como estabelecer a periodicidade dessas visitas. Porém, será que você sabe quais são os principais tratamentos regulares realizados nas consultas odontológicas?

Isto é, aqueles que não se enquadram como urgência ou emergência — que são os casos com risco considerável ou eminente à vida —, mas sim como procedimentos eletivos — que você mesmo agenda conforme suas necessidades, os seus desejos estéticos e a sua rotina? Se a resposta foi um “não”, sem problemas! Neste tópico, você vai conhecê-los. Veja!

Limpeza

A limpeza é, facilmente, um dos tratamentos mais populares nas clínicas odontológicas. Isso se deve ao fato da praticidade e rapidez com a qual é feita e também porque ela é recomendada para todas as idades, desde as crianças até os idosos.

Por meio dela, o dentista faz uma higienização mais profunda e minuciosa dos dentes, fazendo a remoção das placas bacterianas que não saem apenas com a escovação diária — por melhor que esta seja.

Isso é muito importante porque o acúmulo dessas bactérias pode evoluir para a formação de tártaro e gerar, em paralelo, uma série de problemas bucais, como gengivite, cáries, periodontite, mau hálito crônico etc.

Além disso, esse profissional da saúde também faz o polimento dos dentes — para acabar com imperfeições e desníveis na superfície deles — e a aplicação de flúor — que ajuda a fortalecer a estrutura dentária e a prevenir justamente a concentração de bactérias.

Raspagem de tártaro

Quando o dentista identifica que o paciente tem tártaro — que é responsável por dar aquela aparência amarelada e de pouca higiene ao sorriso — e ele já forma uma crosta bastante sólida nos dentes ou próxima à gengiva (às vezes, até embaixo dela), é comum que o profissional recomende a raspagem dessa camada de bactérias tão nocivas à saúde bucal.

Para tanto, são utilizados alguns instrumentos para a raspagem e a recuperação da superfície dos dentes. O procedimento é bastante similar à limpeza que mencionamos há pouco. O que, de fato, muda é o foco específico nesse problema.

Obturação

A obturação, por outro lado, é um procedimento feito em consultório para preencher os espaços dos dentes que foram danificados ou corroídos pela cárie e acabaram virando pequenos ou até mesmo grandes buracos.

Na maioria das vezes, isso ocorre no topo da estrutura do dente, deixando a raiz dentária exposta, o que causa muito incômodo e dor, principalmente quando você mastiga alimentos sólidos ou consome bebidas quentes/geladas demais. Portanto, para evitar que esse problema se prolongue, o dentista preenche esses espaços com um obturador.

Canal

Já quando a cárie se torna muito profunda, ela pode não só deixar a raiz exposta, como ir além e também afetar a polpa do dente — que é uma parte interna da estrutura dele onde estão centenas de vasos sanguíneos e terminações nervosas.

Quando isso acontece, a polpa pode ter a circulação sanguínea reduzida ou paralisada, sofre com abcessos e inflamações e ainda corre o risco de infeccionar. Portanto, já dá para imaginar como o desconforto aqui é ainda maior do que no caso anterior, não é mesmo? É aí que entra o tratamento de canal.

Ou seja, quando o dentista faz a retirada de parte ou mesmo de toda a polpa que foi comprometida e prepara a região para um preenchimento com material odontológico que vai pôr fim às dores e permitir que haja irrigação sanguínea no local, normalizando o funcionamento dele.

Reconstrução dentária

Já a reconstrução dental tem a ver, como o nome já indica, com a reparação de uma ou mais partes do dente que podem ter se partido, quebrado ou sofrido algum tipo de fratura, deixando-o irregular em comparação com os demais.

Esse é um problema que, embora, geralmente, não traga grandes complicações durante a alimentação, mexe muito com a autoestima das pessoas — ainda mais quando ele se localiza nos dentes frontais, pois é a área mais visível da boca.

Por isso, o paciente recorre ao consultório do dentista para restaurar o dente com materiais como resina ou amálgama para recuperar o sorriso de antes e, consequentemente, a autoconfiança.

Devo ir periodicamente ao dentista mesmo em meio à crise do coronavírus?

Dada a situação atual da Covid-19 no Brasil que modificou a rotina de toda a população, muitas pessoas se questionam se devem seguir visitando ou não o dentista. Afinal de contas, é totalmente compreensível o receio de se expor e entrar em contato com o vírus, não concorda? Contudo, tenha em mente duas coisas.

A primeira é que o Conselho Federal de Odontologia (CFO) tem sido muito atuante desde o início da pandemia. Ele se associou com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e produziu um manual completo de recomendações para o trabalho dos cirurgiões-dentistas durante tanto as consultas quanto os tratamentos.

Esse guia é de suma importância, pois, além de orientar quais atividades podem ser adiadas — como procedimentos estéticos e realização de radiografias de rotina — e quais devem ser realizadas normalmente — como ajuste em aparelho ortodôntico e tratamento de pericoronite —, estabelece as normas de biossegurança para as clínicas odontológicas.

O objetivo é claro: higienizar corretamente os espaços e proteger os profissionais que trabalham neles e, em especial, os pacientes que circulam por esses locais.

Já a segunda, por sua vez, é que a saúde bucal não pode ser deixada de lado ou mesmo ser totalmente negligenciada. Isso porque, assim como saúde física e mental, ela merece atenção e os devidos cuidados durante a crise do coronavírus.

Basta ter em mente o que apontamos lá no primeiro tópico: quando os problemas buco-maxilo-faciais não são tratados, eles podem se agravar e prejudicar não só a sua autoestima, mas a sua alimentação, a sua fala, a sua disposição diária etc.

Ou seja, eles têm potencial para afetar (e muito) a sua qualidade de vida. Por isso, vale a pena, sim, ir ao dentista com frequência para conferir como anda a sua saúde bucal.

Como fazer visitas ao dentista de maneira segura durante a crise da Covid-19?

“Já entendi que posso ir ao dentista e seguir com os tratamentos que preciso. No entanto, quero me precaver e reduzir ao máximo as chances de contrair a Covid-19. O que posso fazer para tornar essas visitas mais seguras?”, você deve estar se perguntando. Por isso, saiba que há algumas dicas bastante úteis.

Elas funcionam, de forma similar, àquelas que você segue ao frequentar um consultório, uma clínica ou um hospital para uma consulta médica. Ou seja, não é nada complexo ou difícil de se colocar em prática. Ao contrário, são medidas simples, mas que contribuem para redobrar a sua proteção. Abaixo, reunimos quais são elas. Curioso? Pois tome nota!

Vá sozinho à clínica

A primeira delas é direta ao ponto: ir sozinho à clínica. Embora seja comum para muitas pessoas ter um acompanhante nesses momentos, é preciso lembrar que esse hábito pode contribuir para gerar uma aglomeração desnecessária no local, o que impede o correto distanciamento social para evitar contato físico com outros pacientes.

Justamente por isso, é algo fortemente desaconselhado. A presença de acompanhantes só é necessária quando o indivíduo que vai se consultar é menor de idade, em especial quando ele ainda não consegue falar e se expressar plenamente. Ainda assim, não é preciso ter ambos os pais ou responsáveis legais, por exemplo. Um adulto já é o suficiente, ok?

Respeite o distanciamento na sala de espera

Há pouco, citamos o distanciamento social e aqui temos que falar mais a respeito dele. Afinal, além de reduzir o contato físico com estranhos, ele diminui a sua exposição ao vírus quando pessoas espirram ou tossem e, por conta disso, algumas gotículas de saliva ficam suspensas no ar.

Por isso, respeite o isolamento de cadeiras que a clínica faz na sala de espera — que geralmente é alternado, com cadeira livre, cadeira bloqueada e assim vai —, o que proporciona um espaço a mais entre quem está sentado esperando ser chamado.

Além disso, cumpra com a sinalização de onde os pacientes devem se posicionar ao entrar em filas para ir à recepção, usar bebedouros, circular nos corredores etc.

Fique atento aos cumprimentos

Somos um povo alegre, receptivo e para lá de caloroso — características que são marcas registradas do Brasil. Porém, em tempos de pandemia, precisamos dosar a manifestação desse comportamento. Isso porque não só o aperto de mãos deve ser evitado, mas também os abraços e beijinhos no rosto.

Mesmo que você já conheça e tenha certa familiaridade com a equipe de recepção, o dentista e, inclusive, outros pacientes que frequentam a clínica odontológica, o ideal é que os cumprimentos se restrinjam a acenos à distância.

Recorde que o coronavírus pode permanecer vivo por algumas horas em diferentes superfícies, o que inclui roupas e, em especial, a pele. Portanto, para não entrar em contato com ele por conta de um simples descuido, fique atento!

Permaneça de máscara antes e depois da consulta

As clínicas odontológicas, seguindo as recomendações do CFO, vão determinar que os pacientes estejam de máscara para acessar o interior delas e realizar os procedimentos/tratamentos que desejam. Porém, sempre é importante lembrar que essa peça deve permanecer no rosto o tempo todo, exceto durante a consulta. 

Por isso, não a use de forma errada (cobrindo só a boca por exemplo), não retire ela para se comunicar com outras pessoas nem a deixe sobre superfícies aleatórias (como assentos, mesas, bancadas do banheiro etc.).

Sempre é bom lembrar que a máscara é um dos principais e mais importantes meios de prevenção da Covid-19. Portanto, o uso dela deve ser levado a sério!

Higienize as mãos

A higienização das mãos antes e depois da consulta é fundamental, pois ao longo do dia você acaba tocando diferentes superfícies (como corrimões e portas) e manuseia vários objetos (como canetas e fichas para preenchimento) — e como falamos, o vírus da Covid-19 pode permanecer por um período de tempo em todos eles.

Portanto, a limpeza com água e sabão ou álcool em gel é o que vai evitar que o vírus fique nas suas mãos e, sem se dar conta, você o leve para a própria roupa, os seus objetos pessoais e o principal: o seu rosto e a sua boca.

Uma boa sugestão é que você tenha um frasco portátil de álcool em gel que possa levar consigo. Assim, pode usá-lo sempre que preciso, em especial após fazer tratamentos e procedimentos mais invasivos nos dentes e na gengiva.

O motivo é importante: ao levar a mão na boca, você corre o risco não só de contrair o coronavírus, mas também diversos germes e bactérias que podem contaminar a região e causar infecções sérias. Portanto, sempre é útil e necessário redobrar a higiene pessoal.

Não vá a uma consulta se estiver com sintomas

A última dica é até óbvia, mas não pode ficar de fora da nossa lista: não vá a uma consulta odontológica se estiver com sintomas que podem indicar Covid-19. Mesmo que não seja a doença em si, mas sim um resfriado, uma virose ou gripe comum, por exemplo, isso significa que você está com o sistema imunológico enfraquecido.

Logo, as chances de você contrair outro problema de saúde ao se expor na rua é maior já que o seu organismo está mais vulnerável. Em situações assim, o ideal é fazer o teste de coronavírus seguindo as recomendações do seu plano de saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS) ou dos centros de testagem da Secretária de Saúde do seu Estado.

Para completar, é necessário que você fique em casa enquanto aguarda o resultado. Assim, em caso positivo, já inicia o autoisolamento e reduz as chances de contaminar outros indivíduos. Em caso negativo, por outro lado, você se resguarda e só retoma as atividades quando estiver 100% recuperado de saúde.

Como escolher um dentista confiável para fazer as minhas visitas periódicas?

Para encerrar nosso post, deixamos um tópico especial para falar sobre como escolher um dentista confiável para se consultar e pagar por um tratamento odontológico (como implante dentário, extração dental, aplicação de selante etc.).

Isso porque quando você encontra um profissional que demonstra não só credibilidade e vasto conhecimento da área de atuação, mas também respeito e empatia pelo paciente, é inevitável: se torna muito mais leve, confortável e prático fazer esse acompanhamento periódico da sua saúde bucal. Cria-se um vínculo forte de confiança, consideração e apreço.

Você se sente mais acolhido e melhor orientado durante os procedimentos, sabe que suas necessidades estão sendo ouvidas e levadas em consideração, tem suas dúvidas respondidas e que o resultado final vai atender as expectativas existentes. Por esse motivo, reunimos algumas dicas simples que vão ajudá-lo a encontrar um bom dentista. Veja:

  • peça recomendações de profissionais de odontologia a familiares e amigos, pois eles podem indicar dentistas com quem já tiveram experiências positivas de atendimento ou mesmo com quem se consultam regularmente;
  • pesquise pela qualificação profissional do dentista para saber onde ele se formou — quais cursos de graduação e pós-graduação fez — e qual a experiência que tem no mercado de trabalho. A internet pode ser uma grande aliada aqui, especialmente se ele está presente nas mídias sociais (como Facebook, Instagram e LinkedIn);
  • faça uma consulta de profissionais no site do Conselho Regional de Odontologia (CRO) do seu estado para saber se o dentista está devidamente inscrito e ativo no órgão. Lembre-se que é o CRO quem fiscaliza irregularidades na área;
  • informe-se sobre as clínicas odontológicas onde ele atua e qual a reputação delas na qualidade do atendimento e serviços prestados, no custo-benefício, localização etc.;
  • vá a uma consulta para conferir presencialmente como é a relação do dentista com outros funcionários da clínica, como ele se dirige a você enquanto paciente, se suas demandas e necessidades são respeitadas, as medidas de higiene que ele adota, a média de tempo do seu atendimento quando comparado aos anteriores etc.

Como mostrado, ir ao dentista periodicamente é um hábito que deve fazer parte da sua rotina (mesmo no cenário atual de pandemia em que estamos). Isso porque essa é uma forma eficiente e segura de garantir que você tenha o mínimo de problemas odontológicos ao longo dos anos, de realizar tratamentos necessários para dores e desconfortos na região da face e de manter um sorriso com uma aparência bonita, natural e saudável. Afinal, uma boa saúde bucal é isso: sinônimo de qualidade de vida — e você merece desfrutar dela!

Portanto, não perca tempo e entre em contato com a gente para encontrar a Odontoclinic mais próxima de você, conhecer nossa seleção de tratamentos e agendar a sua próxima consulta!

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