Saúde bucal do bebê: 7 dicas de especialistas

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A saúde bucal do bebê pode ser motivo de preocupação para muitos pais. Mas não há mistério em relação a isso, até porque a higiene não é obrigatória logo que o pequeno nasce, sabia? Mesmo assim, não significa que podemos descuidar.

Para esclarecer as dúvidas que pais e responsáveis têm em relação a esse assunto, conversamos com Lygia Rostoldo Macedo, especialista em odontopediatria, mestre em clínica odontológica e franqueada Odontoclinic.

Ela conta tudo o que você precisa saber para manter a tranquilidade ao cuidar da saúde bucal do bebê. Vamos começar?

1. Não é preciso limpar a cavidade bucal do bebê

A cavidade bucal nada mais é do que a boca da criança antes de nascer os dentes. Antigamente, era muito falado que a gente deveria limpá-la usando uma gaze ou dedeira, ou até um pano umedecido, para tirar os restinhos de leite ou fórmula. Entretanto, quando o bebê faz uso apenas de leite materno, não há necessidade de fazer essa limpeza.

Alguns pesquisadores até dizem que essa prática retira a ação dos anticorpos presentes no leite. Por isso, Lygia Macedo não indica: “tem quem faça ainda, já que não há consenso. Porém, se no meu consultório chega uma mãe com um bebê ainda sem dentes, eu vou falar que ela não precisa fazer isso”.

Por mais que algumas pessoas digam que o procedimento ajuda a criança a se acostumar com a higiene bucal, ela só começa mesmo ao nascer os primeiros dentes. “Aí sim, recomendamos a limpeza. Dente é uma superfície dura, é onde as bactérias se aderem e surge o perigo da cárie”, explica a especialista.

2. Realize uma boa higienização dos primeiros dentes

Os primeiros dentinhos do bebê começam a aparecer por volta dos 6 meses de idade. Essa é a dentição mais importante, porque qualquer problema no dente de leite pode refletir no permanente, incluindo diferentes tipos de cáries.

“As pessoas têm essa noção de que o dente de leite vai cair para nascer um fixo, então, acham que não tem tanta importância”, diz a odontopediatra. Porém, é bem o contrário. “Logo abaixo das raízes do dente de leite, você tem a coroa do permanente. Quando não cuidamos bem, o dente permanente pode nascer com uma cor diferente, com defeito no esmalte — que vem mais quebradiço ou menos mineralizado”, comenta a especialista.

3. Entenda quais são os cuidados com dentes de leite

O bebê, já a partir do nascimento dos primeiros dentes, pode ser levado ao consultório de um odontopediatra. Dessa maneira, é possível prevenir problemas, como a cárie, e evitar aquele medo de dentista que muitos têm. Além, é claro, de os responsáveis receberem mais informações sobre a saúde bucal dos pequenos

Ainda, alguns cuidados são essenciais para que os dentinhos de leite sejam mais saudáveis. Entre eles podemos destacar:

  • escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia (uma vez pela manhã e outra antes da criança dormir);
  • evitar o consumo de alimentos com muito açúcar;
  • utilizar produtos específicos desenvolvidos para crianças — as escovas devem ter a cabeça menor e cerdas macias, já o creme dental precisa de flúor;
  • não deixar a criança dormir sem higienizar os dentes, pois isso propicia o surgimento de cárie.

4. Inclua a pasta com flúor na saúde bucal do bebê

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Será que creme dental para crianças deve conter flúor? A resposta da especialista é que, sim, o ideal é que o produto seja aplicado desde o nascimento do primeiro dente. “O flúor é indicado, pois ajuda na paralisação das possíveis lesões de cáries que possam surgir”, afirma.

Não há problema em usar esse produto, porém, existe uma quantidade adequada para a criança. Até os 6 ou 7 anos de idade, é recomendada a quantidade equivalente a um grão de arroz cru. A partir dos 7 anos, é indicada uma quantidade semelhante a um grão de ervilha.

De acordo com Lygia, a pasta dental sem flúor é uma opção apenas na escola. “Muitos pais pedem para mandar o tipo sem flúor para o colégio, porque, às vezes, um professor só não dá conta de supervisionar as crianças, é compreensível. Mas em casa, não tem essa necessidade, o responsável está supervisionando”.

E sabe por que é bacana tomar cuidado com o excesso de flúor? É que ele pode causar fluorose, que provoca manchas ou defeitos anatômicos no esmalte do dente.

5. Amenize a irritabilidade ao nascer dos dentes

Muitos pais chegam ao consultório falando sobre a irritabilidade do bebê durante a erupção dos dentes e buscam alternativas para amenizá-la. A especialista em odontopediatria conta que “eles falam que a criança está com febre alta, coçando a boca, e perguntam se pode ser pelo crescimento do dente”.

Quando o bebê começa a ficar irritado, levando brinquedos ou a mão à boca, pode ser sinal de que os primeiros dentes estão nascendo, sim. A gengiva começa a inchar e coçar um pouco, então, os bebês têm esse reflexo.

Se for o dente, Lygia recomenda dar um brinquedinho limpo com água dentro e gelado. “A temperatura mais baixa é um analgésico natural e alivia a irritabilidade”, sugere. Outra dica é fazer um chupe-chupe de leite materno — é só a mãe tirar um pouco de leite materno e colocar no congelador, até porque esse é um alimento que também reforça a imunidade das crianças.

Só evite que a criança morda brinquedos que ela pegou do chão, pois existe o risco de desenvolver candidíase. Assim, a higienização deles é essencial.

6. Não relacione febre alta a dentes nascendo

Além da irritabilidade, muitas vezes os pais acreditam que a febre alta no bebê também é sinal de que os dentes estão nascendo. Entretanto, a especialista alerta que não há relação.

“A febre muito alta não está ligada ao dente. Nesses casos, é preciso investigar com o pediatra, porque há outro motivo associado. A febre do dente, chamada de febrícula, é de cerca de 37,1°C ou 37,2°C, não passa disso. Se a febre é de 37,7°C ou acima, não é do dente”, esclarece.

7. Atenção à transmissão de bactérias da boca de adultos

Os carinhos e beijinhos não estão proibidos, porém, é necessário entender que a transmissão de bactérias pode acontecer. Mas Lygia ressalta que muita gente confunde: “acham que se o pai tem cárie e beija a criança, a doença será passada para ela”.

A cárie, em si, não é transmitida, mas a bactéria é. No entanto, isso acontece com qualquer outro microrganismo. O mais importante, nesse caso, é fazer uma boa higiene bucal do bebê e não oferecer alimentos com excesso de açúcar.

Dessa forma, para evitar cáries e outros problemas, a saúde bucal do bebê merece atenção desde os primeiros meses de vida. Para isso, conte com nossos conteúdos e também com as visitas a uma unidade da Odontoclinic mais perto de você, combinado?

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